
Constatei a pouca adesão popular às manifestações o que nos poderia transportar para uma dissertação sobre a evocação de Abril face às múltiplas alterações de índole sócio-política desde então. Não é porém disso que pretendo falar agora.
Ouvi com atenção as intervenções dos representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal, bem como os dos senhores Presidentes da Assembleia e Câmara Municipal, uns mais idealistas, outros mais circunstanciais e outros ainda mais híbridos, algo confusos até.
Também não pretendo falar da forma como decorreu a homenagem feita aos Presidentes de Assembleia Municipal desde Abril. Está feita e pronto.
Mas a nota que quero deixar e que justifica a foto que junto, é que reparei que o quadro de Sua Excelência o Presidente da República estava afixado numa parede lateral, meia dissimulada por um armário, nem se vendo de alguns pontos do salão. E eu, que já a vi noutro local, por detrás da mesa da Presidência da Assembleia, bem do lado do brasão de armas do Concelho, vi-me de repente a procurar perceber qual teria sido o motivo de tão inoportuna deslocalização. E a verdade é que encontrei nenhuma plausível para tal. Alguém me contou que até já tinha estado no chão, o que a bem da verdade me custa a acreditar. Se o problema se resolvia com uma bucha e um parafuso, então aí ainda percebo menos, porque seria de rápida resolução.
Não sou grande coisa em matéria de protocolos, mas não seria suposto, numa sessão solene, que "cada galo estivesse no seu poleiro"? E aquele "galo" até é a figura maior desta "capoeira" chamada república. Ou não é?