sexta-feira, 17 de abril de 2009

PARQUE VANDALIZADO E AO ABANDONO

A Golegã é genericamente uma vila "arranjada", de cara lavada, bonita e aprazível. Tem os cantos e os recantos bem cuidados, engraçados, alguns até com bastante bom gosto. Julgo mais ou menos consensual este sentimento entre nós, goleganenses.

Todos nós teremos porventura alguns detalhes a questionar. Eu por exemplo prefiro os lancis de calcário aos de betão, a calçada à portuguesa à betonilha com seixo miúdo que de à uns tempos a esta parte proliferou em exagero por aqui. Prefiro relva às betonilhas pintadas de verde, prefiro jardins a coisas "tipo jardins". Mas percebo que nem tudo são rosas. Há custos e custos e são os que decidem que têm que ponderá-los e tomar decisões. Dou de barato algumas destas questões, sendo que outras me incomodam mais, sob o ponto de vista estético, de enquadramento urbanístico e de fidelidade ao estilo dominante.

E depois há os que decidem estragar aquilo que é de todos nós. Que decidem ter o direito a vandalizar e a tornar o que antes fora arranjado e aprazível em cenários pouco consentâneos com aquilo que é o nosso desejo de viver numa terra com cada vez mais e melhores condições. Decidem ter o direito a estragar e vandalizar aquilo que também foi eventualmente pago com o dinheiro dos seus pais, também contribuintes.

Foi provavelmente o que aconteceu junto à Alverca do Campo, num local com um enquadramento privilegiado, na entrada sul da Golegã. Um parque agradável, uma zona bem cuidada, com boas condições de lazer, está hoje transformado num recanto em ruínas, onde o lixo começa a dar alguns sinais de acumulação, onde o espaço que antes fora explorado como "café" encerrou, onde as churrasqueiras que proporcionavam condições para um piquenique estão semi e totalmente destruídas, onde as expectativas aquando da sua criação se vêem agora esfumadas.


Eu compreendo que é irritante arranjar para outros estragarem. Compreendo que custe repor as coisas como devem estar, mas faz parte da tarefa. Os responsáveis pelo município tiveram tempo para dar solução a este estado de coisas. Ou se recuperam as churrasqueiras, ou se substituem por outras, construídas de forma a resistirem mais aos ataques ignóbeis dos tais que sentem o direito de vandalizar, ou pura e simplesmente se retiram e quem quiser que leve o grelhador. Qualquer coisa.

Neste estado é que aquele parque não deve continuar.

PSD ESCOLHE RANGEL PARA AS EUROPEIAS

O PSD já escolheu o seu candidato para as próximas "europeias". A escolha do cabeça de lista seria sempre alvo de contestação, o que de resto começa a ser preocupantemente frequente no PSD, quer de dentro para dentro, quer de fora para dentro.

Manuela Ferreira Leite seria criticada se escolhesse um rosto do passado, continuou em alguns sectores dos media a ser criticada por apostar num rosto do presente, mas essencialmente do futuro do partido.

Paulo Rangel, 41 anos, professor universitário e jurisconsulto, estreou-se como deputado nesta legislatura, sendo de momento o líder da bancada parlamentar do PSD na Assembleia da República. Foi Secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, José Pedro Aguiar Branco entre 2004 e 2005 no executivo de Santana Lopes / Paulo Portas e é militante do PSD desde 2005.

Parece-me uma excelente escolha, num manifesto claro de renovação geracional do PSD pelo mérito, pela qualidade individual e pela competência. Não será um candidato de rupturas, mas uma aposta na renovação da imagem do partido.

GOLEGÃ EM IMAGEM


quarta-feira, 15 de abril de 2009

OS DA GOLEGÃ SÃO GOLEGANENSES...

... e os da Rua do Tinoco? Não são avieiros, pois não?

Na Rua do Tinoco, num dos acessos ao centro da vila, mantém-se os problemas relativos à drenagem de águas pluviais, problemas esses conhecidos à anos, sem que contudo se vislumbrem soluções, que até nem são nada difíceis.

O problema não é de hoje mas de à muito tempo. À muito tempo que as bermas da via em apreço, que ainda por cima é a única (acho eu) através da qual é permitido o acesso ao centro da vila a trânsito pesado sem as restrições das restantes entradas, continuam ao abandono, sem condições mínimas de drenagem que, além de prejudicarem o tráfego automóvel, tornam num tormento a tentativa de a percorrer a pé.

A Rua do Tinoco, da sede da columbófila para a rotunda da oliveira tem poucos moradores, é verdade. Se calhar esses poucos, desalinhados, não são suficientes, (ou não quiseram, ou não puderam - não sei) para criar um lobby de pressão como aquele que foi recentemente criado na Rua Timor Lorosae e que originou múltiplas acções de acertos e reacertos. Mas se a questão for olhada unicamente sob o ponto de vista das condições dos moradores, será porventura olhada de uma forma demasiado redutora, discricionária até, atendendo a tudo o que está em causa.

Independentemente dos planos de pormenor que possam estar em equação ou já equacionados, ou quaisquer outras figuras de planeamento urbano, proceder à correcta drenagem da Rua do Tinoco não os comprometerá em nada e é hoje uma questão tão pertinente que torna, na minha óptica, esta como uma das urgências mais efectivas ao nível da intervenção da nossa rede viária.

À atenção pois dos responsáveis.

TRAGÉDIA DE HILLSBOROUG FOI À 20 ANOS



Foi em 15 de Abril de 1989 o dia mais negro do futebol inglês e um dos mais negros do futebol mundial. No Estádio de Hillsborough, na meia-final da Taça de Inglaterra entre o Liverpool e Nottingham Forest, o jogo foi interrompido aos seis minutos e a partir daí nada seria como antes.

O interesse que o jogo despertara, como desperta sempre na velha Albion, levou a que uma avalanche de gente forçasse a entrada num estádio já sobrelotado. Resultado: 96 MORTOS E 766 FERIDOS !!!
O relatório Taylor, o balanço do desastre, culpou a polícia e não só os adeptos. O estádio estava no limite da capacidade, e a polícia não revelou capacidade de as controlar ou separar. Esse dia marcou uma viragem da regulamentação na pátria do futebol no que diz respeito aos estádios. Acabaram-se as vedações, as redes e as grades e todos os espectadores passaram a ter obrigatoriamente direito a lugar sentado. A tragédia de Hillsborough provocou toda a mudança, que obrigou à remodelação e modernização dos estádios ingleses.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

NOVAS FUNCIONALIDADES AQUI

O tempo vai passando, os artigos que vamos partilhando são cada vez mais o que começa a tornar difícil a pesquisa de alguns temas que mereçam eventualmente uma atenção mais detalhada por parte de quem por aqui passa.

Por isso decidi introduzir uma listagem por temas, para que as consultas se tornem mais simples e mais directas. Ainda assim, consegui apenas fazê-lo para as publicações de 2009, sendo que à medida que o pouco tempo for permitindo, irei sectoriar também as do ano anterior.

Oportunamente pretendo também alargar o número de links para outros sítios on-line, de forma a proporcionar mais ligações directas de interesse.

Cumprimentos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

LARGO DA FEIRA COM NOVOS SANITÁRIOS

O Largo do Arneiro vai ter em breve novas instalações sanitárias, como havia de resto sido noticiado no jornal municipal, Golegã em Notícia. A fase de concurso terminou ontem, pelo que as obras serão iniciadas em breve, estando a nova edificação a postos antes da próxima Feira Nacional do Cavalo.

Ouvi já alguns comentários sobre a solução encontrada, naturalmente uns favoráveis e outros desfavoráveis, como sempre acontece nestas situações, mas todas se referiam à solução arquitectónica encontrada. Devo dizer que, analisando apenas sobre essa perspectiva, a mim me agrada. Acho o edifício bem concebido do ponto de vista arquitectónico e do enquadramento urbanístico, acho arrojada a solução encontrada para a cobertura, mas gosto dela. Deduzo que a criação da ideia base deve ter partido do Sr. Presidente da Câmara, que revela uma vez mais um apurado bom gosto nestes detalhes.

Já me parece que o título "O concelho não pára!" um bocadinho propagandista, porque afinal estamos a falar de uma estrutura consensualmente necessária, mas que não passa da dotação de pouco mais de meia dúzia de sanitários. E é aqui que reside um facto que merece no meu entender uma observação mais cuidada.

Eu sempre tive a ideia de que a melhor solução seria a construção de uma estrutura subterrânea, porque serviria melhor as necessidades face a um dimensionamento mais consentâneo com os picos de utilização que se conhecem e porque permitiria a salvaguarda do (já de si exíguo) espaço no largo, sobre o qual de resto lamento que não se tenham aproveitado algumas oportunidades no passado, também recente, para ampliar, sendo que a estrutura física da feira necessita de se complementar visando o reforço do próprio evento e da nossa "marca", se bem que essas são contas de outro rosário, a que voltarei aqui. Falo naturalmente de investimentos necessariamente diferentes, mas que se enquadram em meu entender numa visão mais estrutural, com vista ao futuro.

Julgo que neste caso o largo ganhará uma edificação bonita, mas poderá ter perdido a oportunidade de ganhar um espaço mais adequado às suas reais necessidades, sem constrangimentos à superfície.

(imagem retirada de Golegã em Notícia, em www.cm-golega.pt)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"...POLITICANDO"

Segue relativamente tranquilo o trajecto das forças políticas rumo à fase pré-eleitoral, pese embora alguns confrontos mais enérgicos, em sede de Assembleia Municipal ou nos sites das forças políticas que, assumidamente, irão "enfrentar-se" e digladiar argumentos.

Mais dignos de registo, o tabu (agora definitivamente parece-me que sim) do PS relativamente à apresentação do seu candidato à Câmara, o que tem naturalmente em alguns meios, nomeadamente on-line, suscitado alguns comentários e dissertações sobre o que estará para vir. As declarações de Veiga Maltez a "O Mirante", a que aqui fiz referência e na Assembleia Municipal, alimentam esse tabu, percebendo-se que as "deixas" por ele introduzidas não serão de todo inocentes, presumindo-se fazerem parte da estratégia de contenção do PS, pelo menos até agora. Num cenário de alternância de liderança, este tabu faz mais sentido do que faria numa situação de continuidade.

O PSD continua na senda de um passado recente, evidenciando naturalmente os seus pontos mais fortes mas também os mais frágeis. Realce para o manifesto de "luto" pela democracia na Golegã, ou pela falta dela segundo os seus responsáveis, motivado por ocorrências na Assembleia Municipal de 27 de Fevereiro. O "luto", evidenciado na sua página oficial - a negro - dura pois à mais de um mês, sendo na minha perspectiva contraproducente. Para a imagem de um partido que se quer constituir alternativa credível perante os eleitores, não é, na minha óptica, aconselhável prolongar demasiado esse sentimento de pesar e consternação, ainda que lhe possa assistir razão quanto às motivações. Ainda que metafórico, o luto que o PSD patenteia à demasiado tempo, pode bem trazer-lhe mais desvantagens que vantagens, porque contrasta com o cenário de dinâmica, com o ritmo frenético, com optimismo, com a alegria que uma alternativa deve ter. O PSD não deve deixar passar a imagem de Calimero, ainda que, repito, as razões que motivaram a sua reacção possam na realidade ser sustentadas.

Quanto ao CDS vai mostrando alguma actividade no seu blogue, dirigindo-se sobretudo aos cyber-munícipes, como gosta de chamar aos visitantes, porém ainda de uma forma algo envergonhada e muito pouco assertiva. Seja por não querer destapar já as linhas mestras do seu programa ou por outra razão, a verdade é que as suas intervenções têm sido demasiado generalistas, pouco incisivas ainda nas questões em concreto, em que a palavra "soluções" aparece mais no slogan do que nas ideias. Porque ainda é cedo, esperemos por outro tipo de intervenções, focalizadas em problemas reais e concretos das nossas populações. Demasiado "doce", para já.

A CDU presumo que continue com dificuldades em termos de mobilização das suas estruturas, facto que explicará tão longo apagão, porque é até ver, uma força política demasiado ausente da discussão pública, ela que seria, como já aqui referi, tão importante para o equilíbrio na democracia local.

Fui eu ... "politicando".

Cumprimentos.

OS MEUS ARQUIVOS (2)




Desdobrável de propaganda do PS às eleições autárquicas de 1989, à 20 anos portanto.