A Golegã é genericamente uma vila "arranjada", de cara lavada, bonita e aprazível. Tem os cantos e os recantos bem cuidados, engraçados, alguns até com bastante bom gosto. Julgo mais ou menos consensual este sentimento entre nós, goleganenses.
Todos nós teremos porventura alguns detalhes a questionar. Eu por exemplo prefiro os lancis de calcário aos de betão, a calçada à portuguesa à betonilha com seixo miúdo que de à uns tempos a esta parte proliferou em exagero por aqui. Prefiro relva às betonilhas pintadas de verde, prefiro jardins a coisas "tipo jardins". Mas percebo que nem tudo são rosas. Há custos e custos e são os que decidem que têm que ponderá-los e tomar decisões. Dou de barato algumas destas questões, sendo que outras me incomodam mais, sob o ponto de vista estético, de enquadramento urbanístico e de fidelidade ao estilo dominante.
E depois há os que decidem estragar aquilo que é de todos nós. Que decidem ter o direito a vandalizar e a tornar o que antes fora arranjado e aprazível em cenários pouco consentâneos com aquilo que é o nosso desejo de viver numa terra com cada vez mais e melhores condições. Decidem ter o direito a estragar e vandalizar aquilo que também foi eventualmente pago com o dinheiro dos seus pais, também contribuintes.
Foi provavelmente o que aconteceu junto à Alverca do Campo, num local com um enquadramento privilegiado, na entrada sul da Golegã. Um parque agradável, uma zona bem cuidada, com boas condições de lazer, está hoje transformado num recanto em ruínas, onde o lixo começa a dar alguns sinais de acumulação, onde o espaço que antes fora explorado como "café" encerrou, onde as churrasqueiras que proporcionavam condições para um piquenique estão semi e totalmente destruídas, onde as expectativas aquando da sua criação se vêem agora esfumadas.
Todos nós teremos porventura alguns detalhes a questionar. Eu por exemplo prefiro os lancis de calcário aos de betão, a calçada à portuguesa à betonilha com seixo miúdo que de à uns tempos a esta parte proliferou em exagero por aqui. Prefiro relva às betonilhas pintadas de verde, prefiro jardins a coisas "tipo jardins". Mas percebo que nem tudo são rosas. Há custos e custos e são os que decidem que têm que ponderá-los e tomar decisões. Dou de barato algumas destas questões, sendo que outras me incomodam mais, sob o ponto de vista estético, de enquadramento urbanístico e de fidelidade ao estilo dominante.
E depois há os que decidem estragar aquilo que é de todos nós. Que decidem ter o direito a vandalizar e a tornar o que antes fora arranjado e aprazível em cenários pouco consentâneos com aquilo que é o nosso desejo de viver numa terra com cada vez mais e melhores condições. Decidem ter o direito a estragar e vandalizar aquilo que também foi eventualmente pago com o dinheiro dos seus pais, também contribuintes.
Foi provavelmente o que aconteceu junto à Alverca do Campo, num local com um enquadramento privilegiado, na entrada sul da Golegã. Um parque agradável, uma zona bem cuidada, com boas condições de lazer, está hoje transformado num recanto em ruínas, onde o lixo começa a dar alguns sinais de acumulação, onde o espaço que antes fora explorado como "café" encerrou, onde as churrasqueiras que proporcionavam condições para um piquenique estão semi e totalmente destruídas, onde as expectativas aquando da sua criação se vêem agora esfumadas.

Eu compreendo que é irritante arranjar para outros estragarem. Compreendo que custe repor as coisas como devem estar, mas faz parte da tarefa. Os responsáveis pelo município tiveram tempo para dar solução a este estado de coisas. Ou se recuperam as churrasqueiras, ou se substituem por outras, construídas de forma a resistirem mais aos ataques ignóbeis dos tais que sentem o direito de vandalizar, ou pura e simplesmente se retiram e quem quiser que leve o grelhador. Qualquer coisa.
Neste estado é que aquele parque não deve continuar.
Neste estado é que aquele parque não deve continuar.





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