segunda-feira, 23 de março de 2009

AS "JOTAS" - NO MEU TEMPO JÁ ERA ASSIM


Já era assim no "meu tempo" a captação de militância para as "jotas". Nos cafés, nas partidas de snooker, nos fora d´horas jogos "da batota" à sueca e entre umas imperiais, nas associações de estudantes das escolas e das universidades. Também nas actividades desportivas e culturais. Sempre me lembro de ser assim. Em todas as "jotas", sempre que se detectava alguém mais activo, mais interessado era feito o convite da ordem. Os convites tinham sempre algo de político mais substancial, mas também de modas, de tendências circunstanciais, de círculos de amizades.

Muitos que conheço foram convidados para tudo o que eram "jotas" e nunca foram. Outros não foram por razões já de enraizamento e enquadramento ideológico contrário. Muitos foram porque foram, porque tinham lá os amigos e era "fixe". Outros escolheram as "jotas" que quiseram e outros ainda foram escolhidos. Uns fizeram "carreira" nas "jotas", mas muitos não. Uns colhem hoje os frutos de terem sido um "jota", mas muitos outros não.

Como hoje, já no meu tempo era assim.

Nada de especial.

MAIS UMA JORNADA DE GLÓRIA DO FUTEBOL NACIONAL


A minha opinião - ler aqui

sábado, 21 de março de 2009

PS GOLEGÃ BIPOLARIZA POLÍTICA LOCAL


De volta à internet (tanto quanto sei está aí o seu único órgão oficial de comunicação), o PS/GLG -lo de uma forma diferente da anterior, quanto tinha on-line o famigerado e inenarrável golega-ps.com. Agora, a página oficial do PS/GLG, além de assentar numa postura mais institucional, tem também e não menos importante, associado ao que publica, as assinaturas dos seus responsáveis, tal como acontecia já nas páginas dos outros partidos políticos. Como previra aqui já em 01 de Agosto do ano passado, quando afirmei que "... presumo que irá promover uma inversão de estilo ...", esta é uma das alterações que importa registar com agrado.

O PS/GLG elegeu para já o seu adversário preveligiado, a fazer fé nas críticas que faz à oposição. Da leitura das matérias publicadas, ainda relativamente circunstanciais, percebe-se que o PSD é, nesta altura, o adversário a "combater". Esta bipolarização resultará do facto de ser aquele o partido mais activo enquanto oposição, atendendo à continuada inépcia da CDU e à ainda pouca expressão da candidatura do CDS, que se tem limitado a algumas generalidades mas que (espero que ainda) não entrou a fundo nas questões de política local, não acentuando ainda de forma assertiva o seu posicionamento estratégico face às questões mais estruturais nem a sua diferenciação dos outros concorrentes.

O PSD/GLG agradecerá por certo esta bipolarização, sendo que ela publicita e esclarece que será esta a alternativa que o PS elegeu prioritária para contrariar. Caberá agora aos seus responsáveis gerir e lidar com esta bipolarização, demonstrando que pode o PSD/GLG constituir-se como real alternativa.

sexta-feira, 20 de março de 2009

ERRARE HUMANUM EST - Às vezes e para alguns

Dei conta agora de que sou (outra vez) protagonista no novel e mui rosa choque site do Partido Socialista da Golegã, nomeadamente através de um artigo do Sr. Presidente da Comissão Política, o meu caríssimo amigo Rui Lince Medinas.

Ensinaram-me desde pequeno a assumir os meus erros e as minhas responsabilidades. Tenho vindo a procurar praticar esses ensinamentos ao longo da minha vida, aspecto em que, feitas as contas, julgo que me tenho saído bem. No artigo assinado pelo Presidente da CPC do PS Golegã, intitulado “Derrama e IMI: Um Olhar Desatento, Ou Talvez Não …” há um dado que importa reconhecer com humildade como um erro. Na realidade tem razão o Sr. Presidente da CPC/PS, quando afirma que as taxas de derrama e de IMI não foram aumentadas, mas sim sugeridas no máximo que a lei permite, o que de resto já havia acontecido no ano anterior. Como bem se vê, não é possível aumentar taxas que já estão no valor máximo legalmente admissível. Às vezes e para alguns, errare humanum est…

Mea culpa assumida importa referir que, ainda que detectado esse lapso antes da publicação do artigo, teria obviamente a mesma opinião relativamente ao posicionamento do PS Golegã, face à matéria em causa, com a óbvia e natural salvaguarda do antes exposto. Substitua-se genericamente “aumento” por “fixação” e o enquadramento do âmbito do que escrevi, continua a merecer a minha assinatura por baixo. Será difícil concordar que faça sentido que os eleitos do PS/GLG proponham (15/01/09) a deliberação a fixação das taxas de derrama e IMI nos valores máximos e que no momento da deliberação da sua proposta, supostamente convicta, recuem nas intenções, quiçá face à reacção do vereador da oposição, adiando-a. Será difícil não nos perguntarmos se o PS/GLG defendia e continua a defender a medida porque não deliberou então sobre ela? Pelo facto de simplesmente não ter que o fazer já? Então porquê colocá-lo na ordem do dia? Pelo facto da proposta ter sido rebatida pela oposição, tendo o PS/GLG receio das consequências políticas da precipitação?

O epíteto de eleitoralista que atribuí à apresentação das medidas, decorre naturalmente, como julgo claro no texto, pelo objectivo da antecipação política, pelo timing relativamente à data da apresentação da proposta que havia sido apresenta à Câmara e “levada para dentro” sem ter sido votada. Eleitoralista na medida em que o timing escolhido para a apresentação das medidas que visam atenuar o impacto da crise serve, ao mesmo tempo, para atenuar os efeitos positivos que a oposição viria naturalmente a procurar retirar, como retirou, por influenciar na não deliberação da fixação das taxas de derrama e IMI. Isto não significa, obviamente, que eu não considere essencial a contribuição e a participação activa das autarquias na procura de atenuar impactos da crise. Antes pelo contrário.

Continua a não fazer sentido, na minha opinião, promover uma estratégia que engloba um conjunto de medidas (a que agora está na moda chamar pacote e sobre as quais falarei mais tarde) que visam atenuar os efeitos negativos e, ao memo tempo, a fixação das taxas de derrama e IMI no máximo, fazendo muito mais sentido protelar para mais tarde essa deliberação (poderia fazê-lo até bem perto do final do ano) até porque o tempo entretanto decorrido viria a permitir aferir com muito mais fiabilidade se será realmente pertinente o alívio dessa carga fiscal para empresas e famílias para 2010. Neste caso o PS/GLG é mais optimista do que eu e espero sinceramente que ele tenha razão. Anunciar duas intenções, programática e tendencialmente antagónicas, em 15 dias e chamar-lhe estratégia, desculpem mas continuo a não concordar.

Quanto ao “esquecer as pessoas e preferir as empresas” revela que mais diferenças existirão entre a minha posição e a do Sr. Presidente da CP/PS porventura programática e até doutrinária. Sem populismos nem ortodoxias canhotas, ainda acho hoje incrível, com tudo a que temos vindo a assistir, que se procure dissociar o potencial de desenvolvimento e bem-estar individual do potencial de desenvolvimento de uma sociedade economicamente activa e dinâmica. Acho com franqueza que esse é um erro de palmatória e que leva a que se perceba com clareza as diferenças evidentes entre uma política de conjunturas face às reais necessidades estruturais, isto para além do facto de estar também em causa a deliberação sobre o IMI, que, como se sabe, não é propriamente um imposto direccionado à actividade empresarial.

Antes de terminar, que o texto já vai longo, gostaria ainda de deixar três breves notas: (1) o Sr. Presidente do PS/GLG fez alguma confusão no seu texto, ao associar o reparo que me faz com recados para o PSD; sem pretender renegar à minha condição de militante do PSD, aqui neste espaço emito as minhas opiniões de forma absolutamente individual, sendo que só eu deverei responder por elas; (2) o PSD/GLG, tal como o PS, têm os seus órgãos perfeitamente identificados e definidos, legitimamente eleitos e só eles estão mandatados para representar o Partido, logo, sempre que o Sr. Presidente do PSD quiser enviar recados ao PSD, não deve, como se percebe, voltar a criar a mesma confusão; (3) terei porventura muitos defeitos, mas ser mentiroso não é um deles, por isso, quando escreve o Sr. Presidente do PS/GLG “…teve como objectivo único desvirtuar a verdade dos factos em análise, iludindo e confundindo os leitores…” referindo-se a mim e apelidando-me implicitamente de mentiroso, irei atribuir este “mimo” a um excesso de empolgamento e entusiasmo do momento, pensando que o meu caríssimo amigo Rui Lince Medinas saberá que essa não é decididamente, uma característica minha.

O Nersant e o seu Presidente estiveram atentos como têm estado sempre, mesmo quando questionam, sugerem e promovem acções que são contrárias às posições do Partido Socialista.

Case closed.

quarta-feira, 18 de março de 2009

INSEGURANÇA E CRIMINALIDADE


Esta é por certo uma preocupação comum a todos nós e que pode, com o agudizar dos problemas sociais decorrentes também da conjuntura económica actual, tornar-se num verdadeiro flagelo, a não ser que o Estado providencie de forma eficaz e efectiva a protecção adequada dos seus cidadãos.

As notícias que coloquei na imagem não são de hoje, mas poderiam muito bem sê-lo. É que todos os dias, invariavelmente, sempre que folheamos os diários nacionais, constatamos que estão pejados de notícias similares, espelhando a insegurança que cresce a olhos vistos, com especial destaque para a criminalidade violenta contra pessoas e o crime organizado.

De cada vez que o Governo da República enterrar a cabeça na areia perante os factos, atirando-nos com indicadores estatísticos que contrariam o sentimento generalizado e as notícias diárias, cada vez este efeito negativo terá tendência a crescer, colocando cada vez mais em causa a segurança dos portugueses.

E a coisa não vai só com revisões dos enquadramentos legislativos penais. Vai com acção, com meios e com eficácia.

sábado, 7 de março de 2009

A (IN)JUSTIÇA DA MATEMÁTICA

INCRÍVEL !! NÃO PODEM DEIXAR DE VER ESTA !!
fonte: blasfemias.net

E QUE TAL HOQUEI EM PANTUFAS?


Parece que a intenção da reactivação do hóquei em patins na Golegã, levantou alguma celeuma na última Assembleia Municipal e colocou mais uma vez o PS e o PSD em clima de franca discussão. Não estive lá, não conheço muito do tema e por isso, para já, não me vou alongar na opinião sobre essa matéria, em especial nas motivações das partes na discussão.

Porém, ao ler um artigo em O MIRANTE, dedicado ao tema, não posso deixar de destacar um trecho que me parece digno de registo:

"Numa reunião entre o vereador do desporto e o grupo que está a tratar da reactivação da modalidade, ficou assente que vai ser feita uma consulta às empresas que colocaram os pisos para saber se a modalidade pode ou não utilizar os espaços sem o perigo da sua deterioração. 'Não queremos de forma nenhuma impedir a prática do hóquei em patins na Golegã, mas queremos garantias de que não danifica os pisos mais do que qualquer outra modalidade', garantiu Cardoso Pires."

O senhor vereador do pelouro do desporto, coloca assim como condição sine qua non que o hóquei em patins não danifique o piso mais do que qualquer outra modalidade. Deduz-se então, que o hóquei em patins na Golegã e por coerência com o assumido pelo senhor vereador, não terá viabilidade no que concerne à utilização do espaço, uma vez que me parece demasiado óbvio e consensual que a modalidade, por razões amplamente evidentes, provoca efectivamente um desgaste maior no piso que as outras modalidades.

Daí a sugestão do título. Será que com pantufas se resolveria a questão?!

sexta-feira, 6 de março de 2009

UM CONGRESSO SEM ESPINHOS, SÓ COM ROSAS

Foi em Espinho mas sem espinhas, que José Sócrates pavoneou o seu douto e imperturbável culto de liderança, no XVI Congresso do PS. Num ambiente de unanimismo impressionante, Sócrates apresentou a Portugal e aos portugueses, a sua "Força da Mudança".

Não consegui seguir todo o congresso, mas enquanto assistia com atenção, dei comigo a duvidar do indiscutível facto de nos últimos 15 anos o PS ter sido Governo em qualquer coisa perto de 75% desse período. E talvez por isso ficasse perdido no tempo com as críticas "ao passado" e algo baralhado com a "força da mudança". E de repente senti-me transportado para um País onde temos um excelente nível de ensino, uma justiça que funciona de forma equitativa e eficaz, um sistema nacional de saúde que responde às necessidades dos portugueses. Nesse País, havia ainda um cenário de curto prazo de saída de uma crise profunda, com a criação de empregos, com apoios relevantes às famílias, às micro, pequenas e médias empresas. Nesse País, seria ainda combatida a exclusão social, a insegurança e a criminalidade. A "força da mudança" servirá nesse País, justamente para mudar aquilo que alguém fez de mal - no passado abstracto, claro - e para construir aeroportos internacionais e TGV´s, ainda que num momento de total penúria.

Tive a dada altura em que ouvia atentamente O Secretário Geral, um déjà vu. Uma sensação de já ter sido transportado para esse País, de me terem já sido "vendidos" esses sonhos e essas ilusões. E de repente lembrei-me da desilusão, face à ilusão criada.

Este continua a ser um problema de Sócrates - empolga-se na hora de "pintar o quadro" e continua a não perceber onde está a ténue linha que separa a parte positiva do optimismo e da confiança, da parte ilusionista de algo que não se afigura nem provável, nem possível.

É assim desde 2005 e seria pena se assim continuasse a partir de 2009.

Este congresso foi sem espinhas para Sócrates, que deixou a zeros os seus opositores internos - alguns ficaram em casa - e sem espinhos para nós, donde, ao invés, só vieram rosas.

É ASSIM QUE SE CRIA UM FAIT-DIVERS

Na "casa da democracia" nacional, vamos infelizmente continuando a assistir a actos pouco dignificantes para as próprias instituições democráticas, para a classe política, para o debate clarificador, no fundo para todos nós, que ainda vamos dali esperando alguma coisa. O último acontecimento digno de registo, foi a resposta extremamente mal educada do deputado do PSD, José Eduardo Martins a uma provocação mal intencionada do deputado do PS, Afonso Candal. Quer a acção quer a reacção não merecem a minha concordância e nem será porventura demasiado importante perceber qual a atitude mais gravosa: se insinuar aos microfones sobre a honra de um deputado, se o palavrão usado para a resposta a tal insinuação.
Ainda assim duas leituras podem fazer-se desta última ocorrência na mui nobre Assembleia da República: a primeira quanto à forma da discussão, predominando as acusações, provocações e ofensas, resultando daí o acumular do sentimento de descredibilização gradual da política, dos políticos e das instituições democráticas; a segunda quanto ao conteúdo, porque todos nós temos hoje conhecimento deste triste episódio, mas poucos nós saberemos qual a matéria a discussão e, muito menos, quais as conclusões retiradas dessa mesma discussão. E isto é triste.

Recordando o que realmente importa, debate fora lançado no período de declarações políticas pela bancada do CDS-PP, que solicitou a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, na Assembleia para apresentar explicações quanto a um alegado favorecimento da Martifer e da Bosch na instalação de painéis solares, acusando o Governo de "pôr em causa a livre concorrência" e de ter proporcionado a criação de um verdadeiro "duopólio". Era disto que se tratava. Hoje os portugueses sabem dos "apartes", das acções e das reacções, mas nenhum de nós sabe afinal se a Martifer e a Bosch foram na realidade favorecidas no negócio.

Não sei se o deputado do PS teria tido este objectivo concreto, mas acabou por mostrar ao País como se cria um fait-divers ou o acessório em detrimento do essencial.

terça-feira, 3 de março de 2009

FOI À 20 ANOS !!

Passaram hoje exactamente 20 anos desde a primeira conquista mundial de Portugal em sub-20, em Riade, naquela que foi a jornada mais decisiva e impulsionadora para o futebol de formação, em especial nas oportunidades concedidas aos jovens futebolistas de então. Desta geração nem todos conseguiram grandes carreiras, sendo que todos já as terminaram enquanto jogadores. Xavier por exemplo, esperança do Benfica à época, é operário fabril na Marinha Grande. Porém, alguns como João Pinto, Fernando Couto, Filipe, Hélio, Paulo Madeira entre outros, atingiram ainda um patamar de relevo, em especial a nível nacional.

Dois anos depois e com a porta então mais aberta, despontaria aquela que viria ser apelidada de geração de ouro e onde pontificavam nomes como João Pinto (outra vez), Figo, Rui Costa, Jorge Costa, Nelson, Peixe, Paulo Torres, Rui Bento ou Capucho.

Riade 89 foi sem dúvida um marco importante para o futebol português e para os jovens jogadores, tendência porém que tem vindo a ser infelizmente contrariada.